sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fanfarrões de gravata

Hoje dia 24/04/2009 assisti uma reportagem ao meio-dia que falava sobre a verba indenizatória, ou verba de gabinete, como preferirem, dos deputados estaduais de Santa Catarina. Pois bem, tal verba que é de R$38,000,00 mensalmente disponibilizados aos parlamentares, sofrerá uma mudança: A verba de gabinete não terá mais valor fixo, será liberada conforme a necessidade de cada deputado. Penso que poderá ficar muito pior, afinal foi recomendado que se usasse o bom-senso, oras, bom-senso não pode ser quantificado, é algo abstrato demais para que regule o gasto de dinheiro público, tem dinheiro seu e meu nessa história, alguns deputados tentaram justificar esse valor, disseram que foto-cópias, clipes de papel, grampos e manutenção de computadores faziam parte desse exorbitante valor. Raciocinem comigo, uma caixinha de clipes de papel custa em média menos de R$1,50, uma caixa com 5000 grampos custa em média menos de R$8,00, o que tanto grampeiam? Um excelentíssimo deputado chegou a ter o desplante de afirmar que: “...Se um deputado viajar todo final de semana para o seu local de origem, essa verba não é suficiente”. Convenhamos, quanto custa uma passagem de ônibus leito, (sejamos generosos) de Florianópolis a, suponhamos, Chapecó? Se um cidadão comum, que é o patrão desses funcionários, pode andar de ônibus, por que um deputado precisa de um carrão com motorista e tudo mais?
Pessoal, nosso voto é o que pode mudar tudo isso, mas como um voto obrigatório pode ter o mesmo peso de um voto espontâneo? Um voto espontâneo é um voto de confiança e confiança política necessita de fiscalização, como fiscalizar algo que é feito com desapego e simplesmente para cumprir uma obrigação de uma democracia meia-boca onde uns podem tudo e outros não podem nada?
Se continuar desse jeito, só desejando boa sorte para todos!

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